sexta-feira, 16 de outubro de 2009

(ARTIGO & COLUNA) Uma nação de cócoras

Por Dora Kremer : Objetivamente: qual a necessidade de o presidente da República passar três dias vistoriando obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco em quatro Estados, na companhia de uma vasta comitiva de ministros, entre eles a chefe da Casa Civil?
Para uma vistoria, engenheiros dariam conta do recado. Para uma prestação de contas à sociedade com a finalidade de mostrar que as obras estão andando, há verbas (abundantes) de propaganda institucional.
Mas, como o objetivo não é verificar coisa alguma e a publicidade pura e simples, no caso, não cumpre o objetivo, o presidente Luiz Inácio da Silva ocupa três dias úteis dos raros que tem passado no País com uma turnê de acampamentos e pronunciamentos de caráter pura e explicitamente eleitoral.
Isso quando há problemas graves que mereceriam do presidente mais que referências ligeiras ou declarações de natureza político-partidária, ora em sentido de ataque, ora de defesa.
Exemplos mais recentes: o cancelamento por fraude do Enem e o confisco temporário de parte da devolução do Imposto de Renda para cobrir gastos públicos contratados pela necessidade de sua excelência alimentar o mito do grande beneficiário da Nação, empreendedor ousado.
Mas o que espanta já não é mais o que Lula faz. O que assusta é o que deixam que ele faça. E pelas piores razões: uns por oportunismo deslavado, outros por medo de um fantasma chamado popularidade, que assombra - mas, sobretudo, enfraquece - todo o País.
Fato é que os Poderes, os partidos, os políticos, as instituições, as entidades organizadas, a sociedade estão todos intimidados, de cócoras ante um mito que se alimenta exatamente da covardia alheia de apontar o que está errado.
Por receio de remar contra a corrente, mal percebendo que a corrente é formada justamente por força da intimidação geral, temor de ser enquadrado na categoria dos golpistas.
Tomemos o partido de oposição que pretende voltar ao poder nas próximas eleições, o PSDB, pois ontem um dos postulantes à candidatura presidencial, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, manifestou-se com muita clareza a respeito dessa última e mais atrevida turnê eleitoral financiada com dinheiro do bolso de quem é partidário do presidente e de quem não é.
Acho que o presidente tem todo direito de viajar pelo País. Isso faz parte do jogo político. Eu não me preocupo com essas viagens. Acho que elas são legítimas, da mesma forma que nós, da oposição, de forma extremamente respeitosa, temos de ter nossa estratégia. Isso é a democracia, disse o governador, num momento de acentuado equívoco.
Pelo seguinte: não se trata de a oposição se preocupar eleitoralmente ou não com as viagens de Lula. Inclusive porque a questão não são as viagens, mas a natureza eleitoral, partidária, portanto, e o fato de transgredirem a lei no que tange ao uso da máquina pública.
A declaração do governador de Minas, sendo ele quem é no cenário político e em particular de seu partido, representa a voz do PSDB. Que, portanto, não apenas aceita que o dinheiro público seja usado pelo governante para financiamento de campanha como, ao achar tudo muito natural e legítimo, confessa que faria (se já não faz) o mesmo.
O governador de Minas, e de forma mais contida o de São Paulo, José Serra, acham que fazendo vista grossa a todo e qualquer tipo de transgressão estão sendo politicamente espertos, quando apenas fogem de suas responsabilidades como homens públicos que se pretendem íntegros, conforme pregou outro dia o governador Serra. Não contestam coisa alguma, coonestam e assim vão amaciando, respeitosamente, o caminho rumo ao Palácio do Planalto.
Pode até ser que a estratégia dê certo sob o ponto de vista eleitoral da oposição. Mas é um desserviço à democracia, que, ao contrário do que parece pensar o governador Aécio, não significa liberdade para transgredir, mas respeito ao direito - e ao dinheiro - de todos.
Modo de operação
O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Wilson Trezza, diz que a Abin não tem como prevenir ações violentas do MST.
Considerando a quantidade de atos de violência já cometidos pelos sem-terra, tal declaração se não é fruto de incompetência é produto de conivência.
Dominatrix
Lula controla o Congresso, indicou quase todos (8 dos 11) ministros do Supremo Tribunal Federal, fez a Petrobrás retroceder aos tempos de controle político e agora quer dar um chega para lá em Roger Agnelli, porque o presidente da Vale não lhe presta a reverência exigida.
É por essas e muitas outras que o presidente da República vocifera contra os excessos do Tribunal de Contas da União. À exceção de seu ex-ministro das Relações Institucionais José Múcio Monteiro, Lula não conseguiu emplacar uma indicação ao TCU.
Opinião: Essa democracia do faz-de-conta onde tudo é tolerado;onde os poderosos (governantes) infringem a lei a seu bel prazer e nada lhes acontece; onde a oposição se acomoda à espera de sua vez; onde a Justiça é cega e o Congresso é omisso; onde o cidadão e o eleitor se mostram indiferentes aos acontecimentos; marcam uma época de vergonha para as pessoas que desejam e lutam por um Brasil melhor! Artigo enviado por José Carlos Leite Filho , Gen. Ex para "INFORMNEWS"

(VERGONHA DIPLOMÁTICA) Diacordo com a "ONU" não ocorreu "golpe" em Honduras

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu o relatório elaborado pelo Departamento de Assuntos Políticos da ONU, sobre as causas que provocaram a crise em Honduras.                                                                                     O documento conclui que a destituição do ex-presidente Manuel Zelaya "foi constitucional e de acordo com as leis do país".O documento também critica a atuação apressada da canalha do Foro de São Paulo que agiu precipitadamente no caso:“... muitos dos problemas de Honduras tiveram suas raízes nas mesmas Nações Unidas.                                                                 A Assembléia Geral das Nações Unidas, sob a presidência claramente ideológica do senhor Miguel D’Escoto Brockman, que adotou uma resolução sobre a situação em Honduras com data de 30 de junho de 2009, a somente 48 horas que se tivesse deposto Zelaya da presidência de Honduras. ... O outro ponto sobre esta resolução contra Honduras, foi demandar “a imediata e incondicional restauração do Governo legítimo e constitucional do Presidente da República, Don José Manuel Zelaya Rosales e da autoridade legalmente estabelecida de Honduras, sem antes entender claramente o que havia sucedido em Honduras”.Leia mais no Notalatina, de onde não posso de deixar de citar o comentário:E agora eu pergunto: como vão ficar as caratonhas de Lula, MAG e Celso Amorim? Que desculpa eles vão arranjar para suas atitudes precipitadas, criminosas e ao mesmo tempo patéticas, perante aquele povo ordeiro que não pediu a interferência de nenhum bisbilhoteiro que, ademais, nunca se importou com sua existência?A notícia completa também pode ser conferida no jornal Hondudiário.com, que destaca que "el documento elaborado por el Departamento de Asuntos Políticos de la ONU, incluye la reflexión técnica, relativo a lo ocurrido en la pasada 64 Asamblea General, donde de 193 países miembros, apenas nueve países trataron el tema de la restitución del ex presidente Zelaya, los miembros del Consejo de Seguridad, 'guardaron silencio sobre el tema'."Por reflexão técnica, leia-se "reconhecimento da cagada"!Enfim, parece que a grande farsa montada pelos bolivarianos com o vergonhoso apoio dos três idiotas brasileiros, Stalinácio, o tartárico Chanceler e seu títere Megalonanico, está sendo desmascarada. Na nossa "grande imprensa", que insiste em denominar o governo hondurenho de golpista, nem uma linha sobre o assunto. Opinião: É chegada a hora da verdade! E como ficam o pretensioso Lula, o assecla Marcos Aurélio e o ministrinho Celso Amorim que se apressaram em condenar o "golpe militar" que nunca existiu? E a nossa Embaixada servindo de abrigo e escritório político? Quanta vergonha! Matéria enviada por José Carlos Leite Filho, Gen. Ex. Para Edição do Portal Informnews                                                                                                                                                                                                                                                                        LISTENING DOES NOT VISIT PROFITS! WE ARE MORE THROUGH FINANCIAL DIFFICULTIES, DUE TO AN UNEXPECTED CONTRA-TIME THAT HAS ATTACKED US. WE ARE WITH LATE ACCOUNTS AND NEED THE HELP OF THOSE WHO ALWAYS CURT OUR EDITIONS! WHEN I WRITE IN THE PLURAL I REFER TO MY EDITOR OF THIS PAGE, AND MY FAMILY. THEN I WILL CONTENT WITH THE SUPPORT OF YOU MY CONTACT 55-21-991794091, MY BANK ACCOUNT BRADESCO 112135-9 AG.406. MY NAME LENILSON MARCOS. FROM THANKS AGAIN TO ALL YOU.                                                                                                                                PESSOAL E RÁDIOS OUVINTES , A RÁDIO OUVINTE NÃO VISA FINS LUCRATIVOS! MAIS ESTAMOS PASSANDO POR DIFICULDADES FINANCEIRAS , DEVIDO A UM CONTRA-TEMPO INESPERADO QUE NOS ATINGIU. ESTAMOS COM CONTAS ATRASADAS E PRECISAMOS DA AJUDA DAQUELES QUE SEMPRE CURTEM NOSSAS EDIÇÕES! QUANDO ESCREVO NO PLURAL ME REFIRO A MIM EDITOR DESTA PAGINA, E DE MINHA FAMÍLIA. PORTANTO CONTO COM O APOIO DE VOCÊS MEU CONTATO  55-21-991794091, MINHA CONTA BANCO BRADESCO  112135-9 AG.406 . MEU NOME LENILSON MARCOS. DESDE JÁ AGRADEÇO A TODOS VCS.            
                        


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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

(HOMOFOBIA) Uganda estuda pena de morte para casos de homossexualismo


Um parlamentar de Uganda apresentou um projeto de lei que prevê a pena de morte para alguns tipos de práticas homossexuais.
David Bahati, do partido governista, quer a pena capital para os que fizerem sexo com portadores de deficiência, menores de 18 anos ou quando o acusado é HIV positivo.
Analistas em Uganda acreditam que o projeto tem grandes chances de se tornar lei, já que, apesar de críticas da oposição, várias lideranças políticas do país, inclusive o presidente, expressam publicamente posições contrárias aos gays.
Grupos de defesa dos direitos dos homossexuais em Uganda calculam que existam cerca de 500 mil pessoas com essa orientação sexual no país, que conta com uma população de 31 milhões de pessoas.
Endurecimento
No país africano, o homossexualismo já é crime, punido com grandes multas e com prisão perpétua.
A proposta atual é de endurecer ainda mais as leis existentes. Se aprovada, a definição de homossexualismo será ampliada e o ato de promover a prática passa a ser punível com multa ou prisão.
Mas correspondentes dizem que é difícil condenar alguém por homossexualismo em Uganda devido à falta de evidências.
Muitos que se declaram publicamente gays não foram levados à justiça, já que admitir a preferência sexual não é considerado um crime. Fonte: (BBCBRASIL)

(PAQUISTÃO) Saldo de 37 mortos no Paquistão, depois de ataques a polícia


Pelo menos 37 pessoas morreram em uma série de ataques coordenados contra prédios da polícia no Paquistão, nesta quinta-feira.
Na cidade de Lahore, quatro homens armados atacaram um prédio da Agência Federal de Investigação. Ao mesmo tempo, outros grupos de homens armados atacou duas academias de polícia na cidade.
Pelo menos 26 pessoas morreram nos confrontos. A polícia afirma que todos os militantes foram mortos e que a situação está sob controle.
Na cidade de Kohat, noroeste do Paquistão, pelo menos 11 pessoas morreram quando um carro bomba explodiu próximo a uma delegacia policial.
A violência extremista aumentou no Paquistão, e nas últimas duas semanas, atentados suicidas deixaram mais de cem mortos no país.
Explosivos
Entre as vítimas do ataque ao prédio da FIA havia policiais e militantes.
Um porta-voz da polícia disse que foram encontradas granadas e um casaco com explosivos perto de um dos mortos. "Dois corpos foram encontrados perto do portão da frente. O edifício já foi liberado e os funcionários estão em segurança”.
Segundo a imprensa local, entre 300 e 500 pessoas trabalham no edifício.
Extremistas também atacaram a academia de polícia de Manawan, também na cidade. Segundo a polícia, três homens armados invadiram a academia.
Também houve tiroteio no centro de treinamento policial de Bedia, com os militantes atirando granadas contra os agentes, disse a polícia.
Em Kohat, a explosão do carro-bomba destruiu parte de uma delegacia policial, causando a morte de pelo menos 11 pessoas. Testemunhas disseram que há policiais e civis entre os mortos.
Segundo o correspondente da BBC em Islamabad, Aleem Maqbool, apesar de nenhum grupo ter assumido ainda a autoria dos atentados, o Talebã provavelmente será responsabilizado, já que duas semanas atrás o grupo ameaçou atacar as forças de segurança, a menos que o governo do Paquistão suspenda a ofensiva militar contra os extremistas.

(ARTIGO & COLUNA) PORQUE NÃO ME UFANO DO MEU PAÍS


Por Maria Lucia Victor Barbosa
O presidente da República, tomado de transbordante euforia por conta da escolha do Brasil para sediar a Olimpíada de 2026, disse no encerramento do Seminário Empresarial Brasil/União Européia que: “depois de décadas de auto-estima jogada para baixo, os brasileiros aprenderam gostar de ser brasileiros”.
Apesar de seu alto cargo o senhor Lula da Silva não pode falar por mim, não está autorizado a tanto. Exatamente por conta dele e de seu mandarinato formado pelos companheiros de governo, hoje em dia não gosto de ser brasileira.
É inegável que progredimos em vários aspectos. Muito mais pela iniciativa particular do que pelo avassalador, incompetente e corrupto Estado. Mas não evoluímos tanto quanto poderíamos. Isto está provado pelo crescimento pífio mesmo nos tempos de bonança da economia mundial. Continuamos em vergonhoso 75º lugar no índice de Desenvolvimento Humano e ocupamos a 81ª colocação no índice de expectativa de vida.
Temos tudo para ser o país do futuro, mas nossa mentalidade nos deixa muito aquém do lema de nossa bandeira: “Ordem e Progresso”. Aliás, a desordem vem se acentuando se levarmos em conta a violência urbana. Se houvesse modalidade olímpica de mortes em acidentes de trânsito ganharíamos fácil medalha de ouro, pois já somos recordistas mundiais nesse “esporte” onde a maioria que faz do seu carro uma arma parece estar sempre bêbada. Quanto ao terrorismo do MST faz lembrar o “estado de natureza” onde “não há meu nem seu, mas o que eu puder tomar, pelo tempo que puder conservar”. O último espetáculo do “pacífico movimento social” na Fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, no interior de São Paulo, ocorrida em 28 de setembro, redundou na destruição de milhares de pés de laranja, de 28 tratores, da sede da fazenda, além de furto de equipamentos, defensivos e pertences de famílias de colonos que foram expulsas da propriedade pelos “coitadinhos” dos chamados sem-terra. Devido à má repercussão o presidente da República chegou a falar em vandalismo dos companheiros do MST. Quanto cinismo! O governo financia os baderneiros com milhões de reais e o paternal Lula já envergou o boné do movimento que age com requintes de bandidos.
Para piorar, pode-se dizer que a mais alta instância do Poder Judiciário, o STF, acabou quando Lula da Silva emplacou seu oitavo ministro com a complacência do subserviente Senado. E o jovem Toffoli, ao que tudo indica uma nulidade jurídica, cujo currículo tem como ponto alto a amizade do poderosíssimo José Dirceu, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo (04/10/2009) algo que no mínimo dá o que pensar. Interpretando as palavras de Jesus sobre o sábado ser feito para o homem e não o homem para o sábado, concluiu que “a lei é o parâmetro, mas ela leva em conta ao ser aplicada, o homem, o ser, a vida”. Para regozijo do terrorista Cesare Battisti, seria o companheiro ministro adepto do Direito Alternativo? O tempo dirá.
Nem Copa do Mundo, nem Olimpíada, vão fazer de mim uma ufanista enquanto a Educação, que leva em conta a quantidade e não a qualidade, fabricar analfabetos funcionais, despreparados para o mercado de trabalho, iludidos do faz-de-conta educacional das escolas que emburrecem em vez de ensinar. A continuar assim estaremos longe de ser a “quinta ou sexta economia do mundo”, como profetizou num lance de propaganda, o presidente da República. Tampouco vou me orgulhar do Brasil enquanto a Saúde não sair do caos em que se encontra para a grande massa de eleitores do pai Lula, justamente os que não podem pagar um plano para se tratar adequadamente.
Morro também de vergonha de ser brasileira ao observar nossa política externa, omissa quando se trata de países que desrespeitam direitos humanos, bajuladora de ditadores da pior espécie, que aceitou a interferência militar de Evo Morales nas instalações da Petrobrás e a expropriação da empresa em terras bolivianas, que se sujeitou ao bispo Lugo ao aceitar pagar mais pelo excedente de energia produzido pela Hidrelétrica de Itaipu, que exalta os déspotas Fidel Castro e Hugo Chávez como democratas, mas que intervém vergonhosa e covardemente em Honduras para respaldar mais um agente de Chávez, transformando nossa embaixada em comitê do falastrão Manuel Zelaya.
Li que tendo morrido em Gaza um casal de zebras, o dono do zoológico, para se ressarcir do prejuízo, resolveu pintar dois burros de branco com listas negras. Foi um sucesso de público. Pois bem, Lula dá ao povo as falsas zebras da Copa e da Olimpíada, enquanto os sérios problemas da Saúde, da Educação, da infra-estrutura, da violência, da impunidade nos mantém no ilusionismo cínico da propaganda governamental. É certo que como ocorre com Berlusconi, nada abalará o prestígio de Lula da Silva. O povo adora falsas zebras. Mas, por essas e por outras, estou bem longe de me ufanar pelo meu país.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

(TERRORISMO) Homem-bomba mata 41 pessoas perto do vale do Swat, no Paquistão


Por Robert Birsel
ISLAMABAD (Reuters) - Um homem-bomba matou 41 pessoas em um ataque contra um comboio militar paquistanês que passava por um mercado nesta segunda-feira, enquanto o Taliban reivindicava a autoria de um ataque contra o quartel-general do Exército paquistanês no fim de semana.

Os ataques de militantes vêm se intensificando na última semana, enquanto o Exército se prepara para lançar uma ofensiva terrestre contra o reduto dos combatentes ligados à Al Qaeda no Waziristão do Sul, uma região paquistanesa montanhosa.

Um militante suicida a pé se jogou contra um veículo militar no distrito de Shangla, perto do vale do Swat, disseram autoridades de segurança.

"O homem-bomba atingiu um de três veículos militares que passavam pelo mercado mais movimentado do distrito", disse o comandante de polícia de Shangla, Khan Bahadur Khan, pelo telefone.

O ministro de Informação da província, Mian Iftikhar Hussain, informou que 41 pessoas foram mortas, incluindo 35 civis e seis soldados, e outras 45 ficaram feridas.

O Exército já expulsou a maioria dos militantes do vale do Swat, e o líder deles, Baitullah Mehsud, foi morto por um míssil disparado por um avião norte-americano não tripulado em agosto.

Os militantes estão revidando.

O Exército disse que o comandante do Taliban paquistanês Wali-u-Rehman está por trás do ataque lançado no sábado contra seu quartel-general em Rawalpindi, nas proximidades de Islamabad.
Comandos invadiram um prédio de escritório perto do quartel e resgataram 39 pessoas feitas reféns por militantes após um ataque no portão principal do quartel.

Nove militantes e três reféns foram mortos na violência em Rawalpindi, e o número de soldados mortos subiu para 11 com a morte de três feridos, disse um oficial militar.

De acordo com um porta-voz do Exército, general Athar Abbas, a intenção dos dez atacantes era fazer reféns altos oficiais militares para exigir a libertação de uma "lista comprida" de militantes capturados.

Abbas disse que foi interceptado um telefonema entre Rehman e um de seus subordinados.

"O telefonema revelou que este ataque estava sendo planejado para a região do Waziristão do Sul", disse Abbas em coletiva de imprensa, acrescentando que Rehman dissera ao seu subordinado que rezasse pelo êxito dos atacantes.

(ORIENTE MÉDIO) Premiê israelense mantém condições duras para negociar paz


Por Jeffrey Heller
JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez nesta segunda-feira um discurso sem concessões aos palestinos, reafirmando que eles devem reconhecer Israel como um Estado judeu se quiserem um acordo que leve ao Estado palestino.

Netanyahu voltou a criticar um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que acusou Israel, e também militantes do grupo islâmico Hamas, de crimes de guerra no conflito de dezembro e janeiro na Faixa de Gaza. Ele disse que Israel resistiria a qualquer tentativa de julgar seus líderes no exterior por causa dessas acusações.

Abrindo a sessão de inverno do Parlamento, Netanyahu não deu sinais de que exista qualquer avanço nos intensos esforços do governo dos Estados Unidos pela retomada do processo de paz do Oriente Médio, interrompido em dezembro.

"Não há alternativa senão que os líderes palestinos demonstrem coragem ao reconhecerem o Estado judeu", afirmou. "Isso tem sido e continua sendo a verdadeira chave para a paz."

Ele, no entanto, não fez menção ao principal entrave à retomada das negociações --a ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, que, segundo os palestinos, viola o "mapa da paz" proposto em 2003 pelos EUA.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, rejeita o reconhecimento pleiteado por Netanyahu, alegando que ele não figura nos acordos provisórios de paz e que implicaria um pré-julgamento sobre o resultado das negociações a respeito do destino dos refugiados palestinos.

Entidades palestinas de direitos humanos dizem que 1.417 palestinos morreram na guerra de Gaza, sendo 926 civis. Israel afirma que foram 709 combatentes e 295 palestinos mortos, além de 162 pessoas cujo status não foi possível identificar.

Pelo lado israelense, dez soldados e três civis morreram.

(TERRORISMO) Explosão de bomba em frente a quartel fere duas pessoas em Milão

Um homem detonou nesta segunda-feira uma bomba de baixa intensidade diante de um quartel do Exército em Milão, no norte da Itália, deixando dois feridos. As vítimas são o autor do atentado, de 35 anos e de nacionalidade líbia, que se encontrava em estado grave e foi levado ao hospital, e um militar, de 23 anos, que estava de guarda e que sofreu ferimentos leves, informou o comandante da Polícia Local, Tullio Mastrangelo.

As mesmas fontes disseram que o homem que transportava o explosivo dentro de uma caixa, que parecia de ferramentas, aproveitou a entrada do carro de um dos militares do quartel para entrar no local. Um agente de guarda o parou, momento em que a bomba explodiu provocando ferimentos no rosto do líbio, que também perdeu a mão após a explosão.

Segundo os primeiros testemunhos, antes da explosão, o homem pronunciou algumas palavras em árabe. O militar que deteve o suspeito se encontrava a cerca de dois metros de distância quando a bomba explodiu, e foi atendido na enfermaria do quartel devido aos ferimentos.

A Procuradoria de Milão abriu uma investigação para esclarecer os fatos, que ocorreram por volta das 8h (3h de Brasília). Não existem, por enquanto, dados oficiais, mas as primeiras informações indicam que o quartel não sofreu danos graves na estrutura.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

(AFEGANISTÃO) Atentado no Afeganistão deixa ao menos 17 mortos


Pelo menos 17 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas nesta quinta-feira após um atentado suicida com carro-bomba em Cabul, capital do Afeganistão.


Pelo menos 15 civis afegãos morreram no ataque suicida


De acordo com as autoridades afegãs, a explosão ocorreu nas proximidades dos prédios da embaixada da Índia e do Ministério do Interior do Afeganistão.

O grupo militante extremista Talebã assumiu a autoria do ataque por meio de um comunicado publicado na internet e afirmou que o alvo era a representação diplomática indiana.

Nos últimos meses, Cabul tem sido palco de diversos atentados. A maioria dos ataques tem como alvo as forças estrangeiras ou prédios do governo afegão, com mortes de civis também sendo registradas.

A embaixada da Índia em Cabul já havia sofrido um ataque a bomba no último mês de julho, quando dezenas de pessoas foram mortas e 140 ficaram feridas.

No mês passado, seis soldados italianos foram mortos em um atentado a bomba contra um comboio militar.

Civis


Pelo menos 15 civis afegãos morreram no ataque suicida
A explosão desta quinta-feira ocorreu às 8h27 da manhã, horário local (0h57, horário de Brasília), no momento em que muitos habitantes da cidade chegavam ao trabalho.

De acordo com a secretária de Relações Exteriores da Índia, Nirupama Rao, o autor do ataque “veio até o muro externo da embaixada com um carro cheio de explosivos”.

Imagens gravadas no local mostram que alguns carros foram incendiados pela explosão.

Uma testemunha, Habib Jan, afirmou à BBC que algumas das vítimas do atentado são civis.

“Um (Toyota) Corolla estava estacionado na frente da embaixada indiana. Era hora do rush, cerca de 10 minutos depois de eu ter chegado ao escritório quando ouvi a explosão”, disse.

“Havia muitos trabalhadores limpando a rua no momento, a maioria deles foi morta”, afirmou Jan.

Após a explosão, o porta-voz do Talebã, Zabiullah Mujahid, afirmou, por meio do comunicado online, que o autor do ataque era um homem afegão que explodiu seu veículo na parte de fora da embaixada.

Este é o quarto ataque a bomba em Cabul desde agosto.

De acordo com o correspondente da BBC Martin Patience, após um período de relativa tranquilidade, os ataques na cidade aumentaram, provavelmente devido ao destaque que eles obtêm na imprensa.

(HONDURAS) OEA deixa Honduras sem avanços em negociações



A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) partiu de Honduras nesta quinta-feira sem que o diálogo entre os partidários do presidente Manuel Zelaya e do líder interino Roberto Micheletti tenha avançado.
Nenhuma das reivindicações da entidade para destravar o impasse político no país foi atendida, mas a organização louvou o fato de que um diálogo entre os dois campos foi firmado pela primeira vez.

Micheletti se mostrou irredutível em sua decisão de impedir que Zelaya regresse ao poder. As pressões pelo retorno do líder deposto levaram Micheletti a ainda por cima repreender os representantes da OEA em uma reunião no Palácio Presidencial transmitida em cadeia televisiva.

Clique Leia mais na BBC Brasil: Micheletti se recusa a permitir restituição de Zelaya à Presidência

Não foi feita qualquer garantia de que o presidente deposto poderá deixar a Embaixada do Brasil, onde ele está refugiado há 17 dias.

Comissões
O Estado de Sítio decretado pelo governo interino segue em vigor na prática, uma que vez que o decreto oficial colocando fim ao regime de exceção nunca foi publicado, apesar de Micheletti ter garantido que o dispositivo que teve início cinco dias após o regresso de Zelaya cessou de ter validade nesta terça-feira.

A OEA divulgou um comunicado nesta quinta-feira, no qual afirma que as duas partes concordaram que o acordo de San José servirá de base às discussões.

O plano foi formulado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Árias, e propõe, entre seus 11 pontos, a restituição de Zelaya, mas em um governo de unidade nacional.

O comunicado informou ainda que os dois lados aceitaram formar comissões que discutiriam ajustes e atualizações de cada ponto do Acordo de San José sobre os quais pairam divergências.

Os grupos em discussão teriam se comprometido ainda com um novo pacto político e social para o país.

Respaldo externo
Na quarta-feira, após terem se encontrado com Micheletti, os representantes da OEA se reuniram com o presidente Manuel Zelaya na Embaixada do Brasil e com os candidatos à presidência no pleito que está marcado para o dia 29 de novembro.

Sem ter colhido avanços entre os representantes dos dois campos, a entidade pediu que os candidatos pressionem por uma solução para a crise, caso contrário, aquele que se sagrar o vencedor do pleito, correrá o risco de não ter qualquer respaldo externo, uma vez que a comunidade internacional já afirmou que não reconhecerá o resultado das eleições se Zelaya não for reconduzido ao poder até a data do pleito.

O acordo é difícil. Não resta a menor dúvida, mas isso não impede que continuemos tentando.

Ruy Casaes, representante do Brasil na OEA
"Há vários indícios de que, se não restituírem o presidente Zelaya a seu cargo o quanto antes, alguns movimentos tornarão impossíveis a realização de eleições limpas e respeitadas por todos", afirmou John Biehl, o assessor especial do secretário-geral da OEA.

O embaixador do Brasil na OEA, Ruy Casaes, que foi o representante brasileiro nas negociações, disse ter visto a negociação de forma positiva, uma vez que foi a primeira vez que as duas facções políticas em disputa em Honduras se reúnem sem a presença de mediadores.

De acordo com Casaes, o tom irredutível de Micheletti pareceu uma tática para o público interno hondurenho. “Nas reuniões internas, ele teve uma postura razoável.”

O embaixador frisou: “O acordo é difícil. Não resta a menor dúvida, mas isso não impede que continuemos tentando”.

Indagado se o insucesso da entidade seria um sinal de sua irrelevância, Casaes afirmou: “Todos organismo internacional é aquilo que os Estados-membros querem que seja”.

Protestos
O campo zelaysta parecia frustrado com a ausência de um avanço nas negociações. Um dos representantes do líder deposto, o sindicalista Juan Barahona, afirmou que o “debate está em ponto morto”, mas que as negociações irão continuar.

Pouco após a partida dos representantes da OEA, um grupo de manifestantes ligados ao grupo Movimento de Resistência ao Golpe, formado por diferentes grupos sindicais e camponeses, fez um protesto em frente ao Hotel Clarion, que sediou a reunião.

Os ativistas pediam o regresso de Zelaya e chamavam os representantes do governo interino de “cães” e os policiais armados com escudos e cacetetes de “assassinos”.

Houve empurra-empurra entre policiais e manifestantes e alguns ativistas chegaram a apanhar com cacetetes, mas não houve detenções nem incidentes mais graves.

Os ativistas pediam o estabelecimento de uma Assembléia Constituinte, que discutiria a reforma da Carta de Honduras. O tema foi o pretexto usado pelos representantes do governo interino para depor Zelaya e o líder deposto disse ter aberto mão da proposta.

Clique Entenda a crise em Honduras

Ele havia proposto uma consulta popular sobre o estabelecimento de uma Constituinte que seria realizada no dia em que ele foi deposto.

Curiosamente, Barahona, que participou da reunião com a OEA, discursou na manifestação realizada nesta quinta-feira em Honduras, chamando a entidade de “elefante branco” e “clube para turistas”. Mais notícias:

(POLICIAL) O homem vendia drogas para estudantes daquele município (POLICIAL) PF faz operação para combater caça predatória na reserva biológica de Tinguá